A MINHA DESPEDIDA



Há palavras que escrevemos sem saber se algum dia serão as últimas.

Por isso, se um dia houver quatro dias de silêncio da minha parte, sem nenhuma publicação, sem nenhuma palavra e sem nenhuma resposta, talvez eu já tenha ido descansar no Senhor.

Não escrevo estas palavras para anunciar o dia da minha partida, porque somente Deus conhece o dia e a hora. Escrevo como quem deixa uma última mensagem àqueles que, de alguma maneira, fizeram parte da minha caminhada.

Aos que me amaram, obrigado.

Aos que caminharam comigo, obrigado pela companhia.

Aos que acreditaram em mim mesmo quando eu não tinha forças, obrigado por permanecerem.

Aos que um dia magoei, consciente ou inconscientemente, perdoem-me.

E àqueles que me feriram, eu também vos perdoo.

Não quero partir deixando inimigos no coração de ninguém, nem levar ressentimentos comigo.

Se um dia a minha voz se calar definitivamente, não procurem por uma nova publicação. Não esperem que os meus dedos voltem a escrever. Não esperem outra mensagem.

Apenas guardem aquilo que Deus me permitiu semear.

Eu nunca fui perfeito. Tive falhas, fraquezas, momentos de cansaço e dias em que pensei que não conseguiria continuar. Mas, apesar de tudo, procurei permanecer de pé e cumprir a missão que Deus colocou nas minhas mãos.

Se a minha caminhada terminar antes daquilo que eu imaginava, quero que uma coisa fique clara:

Eu fui apenas um servo. Cristo sempre foi o Senhor.

Não façam da minha partida uma exaltação ao homem. Voltem os olhos para Cristo.

A minha voz pode desaparecer.

As minhas mãos podem parar de escrever.

Os meus passos podem chegar ao fim.

Mas a Palavra de Deus continuará.

E se algum dia alguém perguntar quem eu fui, não precisa contar todas as minhas conquistas.


Diga apenas:

“Ele tentou servir a Deus até ao fim.”

Essa será uma das maiores homenagens que poderiam fazer à minha vida.

E quando chegar o momento da despedida, não quero discursos vazios. Quero apenas que se lembrem de que a vida é passageira, que o tempo é breve e que todos precisamos estar preparados para encontrar o Senhor.

Porque existe uma despedida que ninguém consegue evitar.

A despedida desta vida.

Mas existe também uma esperança que a morte não pode destruir:

a eternidade com Cristo.

Até lá, enquanto houver voz, continuarei falando.

Enquanto houver mãos, continuarei escrevendo.

Enquanto houver forças, continuarei servindo.

E quando não houver mais voz, nem mãos, nem forças...

que Deus receba o Seu servo.


“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”

2 Timóteo 4:7


Até nos encontrarmos na eternidade. 🕊️


Apóstolo das Ruas — Voz que fala aos esquecidos


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