O Bebê Cai, Mas Não Muda de Direção


 

“O Senhor firma os passos do homem bom…” (Salmos 37:23)

Quando um bebê aprende a andar, as quedas são inevitáveis. Ele tropeça.

Perde o equilíbrio.

Cai para frente, para trás e para os lados.

Mas existe algo interessante nesse processo: a queda não muda a sua direção.

Ele continua querendo caminhar.

Continua tentando alcançar o mesmo lugar.

Continua insistindo no mesmo objetivo.

Ao observar isso, percebi que muitos adultos fazem exatamente o contrário.

Uma dificuldade muda seus planos.

Uma decepção muda seus sonhos.

Uma crítica muda sua direção.

Um fracasso os convence a abandonar aquilo que antes acreditavam ser importante.

O bebê nos ensina que uma queda não precisa se transformar em desistência.

Cair faz parte do processo.

Desistir é uma escolha.

Quem está aprendendo entende que os tropeços não anulam o destino.

Eles apenas fazem parte da jornada.

Talvez algumas pessoas estejam paradas hoje porque transformaram uma experiência difícil em um ponto final.

Aquilo que deveria ser apenas uma pausa tornou-se abandono.

Aquilo que deveria ser uma lição tornou-se uma prisão.

O bebê não fica discutindo com a queda.

Não passa dias lamentando o chão.

Não constrói sua identidade em torno do tropeço.

Ele simplesmente levanta e continua.

Existe uma força extraordinária nessa simplicidade.

Muitas vezes gastamos mais energia olhando para os erros do passado do que construindo o futuro.

O passado pode ensinar. Mas não foi criado para governar os nossos próximos passos.

Quem deseja crescer precisa aprender a levantar.

Precisa aprender a continuar.

Precisa aprender que nem toda queda significa que estamos no caminho errado.

Às vezes, significa apenas que ainda estamos aprendendo.

O bebê não mede sua capacidade pelas quedas que sofreu.

Ele mede seu progresso pelos passos que continua dando.

Talvez seja essa uma das lições mais importantes da caminhada: 

não permitir que os tropeços definam quem somos.

Porque quem continua levantando também continua avançando.

E quem continua avançando, mais cedo ou mais tarde, aprende a caminhar.

“Quando cair, me levantarei…” (Miquéias 7:8)

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